segunda-feira, 30 de junho de 2008

Comer sem neurose

O corpo é considerado saudável quando todos os seus órgãos funcionam bem, independentemente da estética. Quando o organismo cumpre o seu ciclo bioquímico adequadamente, o corpo não ficará nem gordo nem magro demais.

A longevidade está associada a um bom estado de saúde física e mental, o que se consegue melhorando a qualidade de vida, ou seja, com boa alimentação, prática de exercícios físicos, lazer e bom relacionamento familiar e social.

Com relação ao controle do peso, não se deve pensar que é preciso ser magro a qualquer custo e se render à ditadura da magreza. Atualmente, há um padrão estético veiculado pela mídia como sendo o ideal, deixando muitas pessoas frustradas por não conseguirem atingir esse padrão.

Manchetes como elimine 7Kg em duas semanas; faça a dieta da lua e perca 4kg em 10 dias; conheça a dieta do carboidrato e fique linda e magra, são bastante freqüentes na mídia. Deixa as pessoas iludidas com a possibilidade de conquistar o corpo dos sonhos rapidamente.

Os nutricionistas, que se preocupam com as conseqüências de tantas promessas sem fundamento, procuram alertar a população sobre o problema de ingerir alimentos que não fornecem a quantidade suficiente dos nutrientes exigidos pelo organismo.

A influência dos alimentos sobre a saúde é um tema bastante recorrente. Apesar do grande número de informações a respeito do efeito benéfico ou prejudicial de certos alimentos à saúde, ainda há muitos pontos a esclarecer sobre esse assunto. Por essa razão, alguns alimentos ora são considerados prejudiciais, ora nem tanto. Exemplo disso é o chocolate. O antigo vilão responsável pelo excesso de peso foi inocentado por ter a propriedade de combater o colesterol e beneficiar a memória.

Diante da incerteza, o melhor é não radicalizar, pois está provado que dentre as dez doenças que mais matam no mundo, cinco estão diretamente associadas à alimentação de má qualidade: derrame, infarto, obesidade, diabetes e alguns tipos de câncer. É bem conhecida a importância da reeducação alimentar para o organismo funcionar melhor.

A reeducação alimentar pressupõe algumas mudanças no estilo de vida e na escolha dos alimentos. A alimentação envolve inúmeros aspectos, que vão além da nutrição pura e simples. Há o prazer de estar na companhia de amigos e familiares, de um bom papo e também o prazer intrínseco à degustação dos alimentos.

Atualmente, acredita-se que não se deve deixar de consumir nenhum alimento, sejam gorduras ou carboidratos. Isso porque todos os alimentos são importantes para o funcionamento do organismo. Numa alimentação saudável há espaço para todos os alimentos, claro que sem exageros. A palavra que faz a diferença é equilíbrio.

Equilíbrio significa não exagerar no consumo e nem na privação, sentir prazer ao se alimentar e ter consciência de que essa não é a única fonte de prazer ao nosso alcance.

A boa alimentação favorece o metabolismo, o sono, o humor, a regularidade do intestino e controla a ação dos radicais livres. O organismo funciona melhor. Mas não é por isso que a pessoa deve se sentar à mesa preocupada em comer um abecedário inteiro de vitaminas, proteínas e sais minerais. É possível ter uma alimentação saudável, com pratos saborosos bem escolhidos e feitos com o capricho de quem sabe o que comer e como comer. À mesa sirva-se com bom senso!

Fonte: http://www1.uol.com.br/cyberdiet/colunas/080623_psy_comer_neurose.htm

terça-feira, 24 de junho de 2008

Vigésima oitava pesagem: -1kg

Não sei se minha balança ficou maluca, ou se eu realmente reduzi um kilo esta semana. Como acreditei quando ela disse que tinha aumentado um kilo, vou acreditar novamente (é mais fácil quando a dúvida é favor).

Ainda não voltei para a academia. Não consegui encaixar nos meus horários e o tempo está passando...

No sábado vou fazer um teste de esforço. Vai ser um duro reencontro com a velha amiga esteira. Ela sempre me proporcionou satisfação, mas nunca deu moleza. Estou curioso para ver o resultado - na próxima semana conto como foi.

Para reduzir estou fazendo o que está ao alcance - bebendo bastante água, comendo mais saladas e evitando doces entre as refeições. Não sou radical, pois quero fazer um processo que aumente minha saúde e não somente reduzir meu peso a qualquer custo.

Parece que assim está funcionando, vou continuar assim e na próxima pesagem veremos o que a balança diz.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Falsas ilusões no emagrecimento

Um bom desempenho nas atividades diárias exige um corpo em boa forma física, uma percepção mais aguçada da realidade e ações mais conscientes e menos mecânicas. Se essas condições estiverem presentes, o desempenho no trabalho, com os amigos e com familiares melhorará naturalmente.

Quem está comprometido com um programa de reeducação alimentar precisa evitar algumas falsas idéias que costumam surgir no do dia-a-dia. Falsas idéias são ilusões que devem ser desmistificadas para que o objetivo de emagrecer se concretize.

Emagrecimento duradouro não combina com alimentação sem prazer e nem com guerras diárias contra o desejo e a gula. Por isso, a reeducação é acima de tudo um processo contínuo, através do qual a pessoa incorpora hábitos saudáveis progressivamente, os quais deverão ser mantidos de forma consciente e prazerosa.

Muitas pessoas acreditam que os seus problemas desaparecerão quando perderem alguns quilos extras. Essa ilusão pode causar uma grande confusão. É verdade que a perda de peso melhora a saúde, a auto-estima e a qualidade de vida. Os benefícios para o corpo são visíveis, com aumento da disposição e do bem estar. Entretanto, quando os problemas estão relacionados a fatores emocionais, apenas emagrecer não resolve.

É ilusão pensar que o emagrecimento poderá ser a solução para um casamento já desgastado por conflitos, ou que abrirá portas para fazer amizades facilmente, se existirem fatores emocionais impedindo que isso aconteça.

O emagrecimento é muito importante e traz grandes benefícios, mas não é a solução para todos os problemas. É ilusão achar que basta apenas determinação para a balança mostrar os números desejados, apesar de ser indiscutível o papel da força de vontade para conseguir o peso desejado e um corpo mais saudável.

A determinação permite resistir a um bolo trufado de chocolate (milhões de calorias). Entretanto, só força de vontade não é suficiente para adotar a reeducação alimentar como um hábito constante. É preciso também estar sinceramente convencido da importância de emagrecer e conhecer a composição dos nutrientes para poder utilizar uma alimentação balanceada.

Apenas "fechar a boca" poderá ser desgastante e gerar frustrações no futuro. Promessas difíceis de cumprir também produzem frustrações e podem fazer a pessoa desistir dos seus objetivos. Metas realistas e de curto prazo são mais estimulantes e incentivadoras quando inseridas num contexto mais amplo.

Pessoas que praticam atividades físicas às vezes acreditam que podem colocar mais calorias no prato. Malhar e depois se "presentear" com um brigadeiro pode pôr a perder todo seu esforço para emagrecer. O gasto calórico resultante da atividade física é normalmente superestimado, enquanto as calorias obtidas pela alimentação são subestimadas. Seguir um programa alimentar correto não exclui a necessidade de praticar exercícios, assim como as atividades físicas não dispensam o cuidado com a alimentação. Alimentação e exercícios físicos devem caminhar juntos e estar de acordo com as necessidades de cada pessoa.

Outra ilusão muito comum, e que constitui uma verdadeira armadilha, é abandonar a reeducação alimentar em situações que fogem da rotina. Aniversários, feriados, festas familiares, encontros com amigos ou finais de semana podem se transformar em pretexto para exagerar em tentações que irão comprometer o objetivo de emagrecer. É necessário dizer não para ofertas muito calóricas e também para os amigos que dizem que um dia só não faz mal.

Para alcançar o objetivo de ter o peso desejado e conquistar um corpo saudável, é preciso abandonar as falsas ilusões e os pensamentos errados de algumas pessoas que imaginam estar fazendo reeducação alimentar, quando na realidade estão apenas se iludindo.

Fonte: http://www1.uol.com.br/cyberdiet/colunas/080519_psy_ilusao.htm

terça-feira, 17 de junho de 2008

Vigésima sétima pesagem: -600 gr

Finalmente algum resultado positivo, depois de semanas de engorda!

Fazia muito tempo que não passava por dias de tanta ansiedade. Talvez pela gravidez da esposa, por trabalhar muito, ou qualquer outra razão despertada na mente inconsciente.
A questão é que estou muito feliz por este ciclo ter terminado.

Esta semana foi vencedora. Vou me esforçar para manter assim.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Vigésima sexta pesagem: +1 Kg

Não consegui postar a semana passada, mas tenho novidades.

A primeira, e mais importante é que minha esposa está grávida de 6 semanas!
Isso está sendo motivo de bastante alegria para nossa casa. Meus filhos já são grandinhos, e vira e mexe o assunto de um novo pimpolho (ou pimpolha) entrava na pauta de discussão. Agora estamos nos preparando para o baby, apesar de que alguns palpiteiros estão apostando que serão gêmeos... será que vou precisar de uma kombi?!?!

A segunda novidade é que ganhei um kilo nos últimos 15 dias, apesar de todas as intenções de sair deste ciclo de engorda. Para tanto precisei seguir a risca a fórmula fatal:

Intenção - Ação = Decepção

Perdoem a rima de músico iniciante, mas é importante deixar claro que sem FAZER o que é necessário nada vai mudar. Nada muda enquanto nós não mudamos. Os amigos continuam oferecendo guloseimas, salgadinhos, chocolates e fazendo festas. O mundo não vai parar de girar para nós perdermos peso. Tomar a decisão E pagar o preço do "- Não, muito obrigado." é a única forma de voltar a sentir aquela sensação de satisfação ao subir na balança.

Pelo que me lembro, vale a pena!

sábado, 31 de maio de 2008

"Junk food" pode ajudar macacos a lidar com estresse

Entre os macacos-rhesus do Centro Nacional de Pesquisas Primatas Yerkes em Atlanta, as moças de fino trato não são obcecadas com o peso.

A comida está amplamente disponível e as fêmeas de bom status social se orgulham de não dispensar nada. Elas parecem não estigmatizar a obesidade - não há lugar para piadinhas sobre as gordinhas - e certamente não se transformam em raios-x sociais.

Na verdade, as fêmeas dominantes geralmente comem um pouco mais do que as subordinadas. Os macacos de menos status podem pegar a quantidade de comida que quiserem, mas aparentemente têm menos vontade de comer, talvez devido aos altos níveis de hormônios do estresse em seus cérebros. A angústia de estar constantemente bajulando seus superiores sociais parece frear seu apetite, como suspeitam os pesquisadores, pelo menos quando sua comida comum, rica em fibras e com baixo teor de gordura, é o prato do dia.

The New York Times
As comidas gordurosas ajudem a bloquear as respostas ao estresse dos macacos
Mas imaginemos que eles sejam tentados com o equivalente a chocolate, batata frita e sorvete? Mark Wilson, neurocientista da Emory University, e sua equipe tentaram esse experimento no centro Yerkes ao instalar máquinas de alimentação com fornecimento constante de bolinhas com sabor de banana - não eram, assim, um sorvete com cobertura de chocolate, mas as bolinhas tinham quantidades de gordura e açúcar suficientes para agradar até o paladar humano. Em nome da ciência, eu provei algumas.

Quando essa comida ficou disponível, os macacos de menos status rapidamente desenvolveram um apetite. Eles começaram a ingerir significativamente mais calorias do que seus superiores sociais. Enquanto os macacos dominantes somente brincavam com as bolinhas doces e cheias de gordura como quem brinca com a comida no prato, os macacos subordinados continuavam a devorá-las depois de anoitecer.

Esses resultados podem não surpreender nenhum pobre assalariado estressado que liquida meio pote de sorvete à noite enquanto repassa as humilhações do dia. Mas o experimento intriga cientistas que estudam o consumo excessivo de fast food por humanos, algo tão difícil de entender por haver diversos fatores envolvidos.

A vontade de comer dos macacos não é tão complicada. As macacas fêmeas não são moças de dieta que uma vez provaram uma comida proibida e desde então não conseguem se controlar. Elas não estavam se rebelando contra padrões de magreza impostos por revistas de moda tiranas. Elas não escolhiam comer porcaria porque não encontraram alternativa saudável. Não foram seduzidas por comerciais que diziam que elas mereciam uma pausa.

No caso dos macacos, a situação parece ser simples. Eles obtêm algum tipo de conforto que é particularmente atraente para os macacos subordinados. Uma possibilidade é que as comidas gordurosas ajudem a bloquear as respostas ao estresse dos macacos. Estudos com roedores mostraram que alimentos te alto teor calórico causam uma transformação metabólica, obstruindo a liberação de hormônios do estresse, como o cortisol.

Outra explicação possível, a mais plausível para os pesquisadores do centro Yerkes, é que as guloseimas ativaram uma série de reações químicas de recompensa no cérebro. Elas podem ter proporcionado o mesmo tipo de recompensa de dopamina da cocaína, que foi estudada em um experimento anterior com macacos na Wake Forest University.

Naquele experimento, os macacos dominantes não demonstraram muito interesse em pressionar uma alavanca que administrava uma dose intravenosa de cocaína. Mas os macacos subordinados, que começaram com receptores de dopamina comprometidos, empurravam a alavanca para receber mais cocaína, da mesma forma como os subordinados do primeiro estudo devoravam as bolinhas com sabor de banana. Wilson sugere que os macacos que comem guloseimas estão reforçando os sistemas de dopamina que foram diminuídos pelo estresse.

"Basicamente, comer alimentos calóricos se torna uma estratégia de superação para lidar com eventos do dia-a-dia de um indivíduo em situação social difícil", afirmou Wilson. "Os subordinados não chegam a ser espancados, mas são assediados por macacos em posição superior. Se eles estão sentados em um lugar e um macaco dominante se aproxima, têm que ceder o lugar e se afastar dali. Eles estão sempre receosos".

Os resultados parecem ratificar o famoso estudo do governo britânico sobre funcionários públicos, que revelou que trabalhadores subordinados eram mais obesos do que os de maior posição hierárquica. Apesar de os subordinados não serem pobres e terem plena assistência médica, seu status mais baixo estava relacionado a mais problemas de saúde.

Os novos dados sobre os macacos também respaldam um estudo norte-americano que observou as tendências em relação ao lanche das mulheres. Após montarem um quebra-cabeça e gravarem um discurso, as mulheres foram tentadas com opções de barras de cereais de chocolate, batata frita, bolinhos de arroz e pretzel oferecidos pela equipe de pesquisadores, comandada por Elissa Epel, psicóloga na Universidade da Califórnia.

As mulheres que pareciam mais estressadas pelas tarefas, o que foi medido pelos níveis de cortisol, comeram mais dos lanches doces e altamente gordurosos, o mesmo comportamento observado nos macacos subordinados com altos níveis de cortisol. Porém, como alerta Wilson e outros colegas, vários outros fatores, além da posição social e do estresse, afetam a dieta e a circunferência da cintura.

Debra A. Zellner, psicóloga da Montclair State University, testou tanto homens quanto mulheres, colocando potes de batata frita, chocolates M&MS, amendoim e uvas roxas em uma mesa durante o tempo em que os participantes trabalhavam para resolver anagramas. Algumas pessoas receberam anagramas sem solução, e eles relataram de forma clara estarem mais estressados do que aqueles que receberam anagramas fáceis de resolver.

O estresse aparentemente afetou a opção de lanche de formas diferentes para cada sexo. As mulheres que receberam anagramas com solução comeram mais uvas do que M&MS, enquanto as mulheres sob estresse preferiram o chocolate. Os homens comeram mais das comidas gordurosas quando não estavam em situação de estresse, aparentemente porque aqueles que receberam anagramas fáceis tinham mais tempo para relaxar e conceder-se um pequeno prazer.

Zellner afirma que esses padrões de gêneros ocorrem provavelmente devido a uma simples diferença entre os sexos: mais mulheres estavam de dieta. Estudos anteriores demonstraram que tais "comedores reprimidos" têm mais tendência do que pessoas que não estão de dieta a devorar guloseimas uma vez que se entregam à tentação. Isso pode ocorrer por estarem com fome, mas também porque todo o controle desaparece uma vez que uma dieta é quebrada - a teoria do "não quero nem saber" que comanda os excessos.

Humanos não têm tanta sorte quanto os macacos em um aspecto. "Mulheres afirmam que comem alimentos de alto teor calórico para se sentirem melhor quando estão estressadas", diz Zellner, "mas, na verdade, elas não se sentem bem depois de comê-los. Em vez disso, pelo fato de serem comedoras reprimidas, elas sentem culpa e acabam se sentindo pior. Macacas não têm essa bagagem cognitiva".

Ao que parece, somente os macacos encontram conforto nas comidas "confortantes".

Fonte: http://cienciaesaude.uol.com.br/ultnot/2008/05/30/ult4477u695.jhtm

terça-feira, 27 de maio de 2008

Vigésima quinta pesagem: +600 gr

Que festas de aniversário, churrasco, pizza e feijoada não combinam com dieta não é novidade.
Tampouco é novidade que se privar de tudo que se gosta é garantia de fracasso no processo.

A coisa complica quando tudo isso acontece em uma mesma semana, em dias seguidos e com pessoas que não se tolera abrir mão da companhia.

Foi exatamente o que aconteceu esta semana.

No domingo a festa de aniversário de um anjinho, com velhos amigos e muita coisa gostosa, na quarta pizza com o pessoal da empresa, na quinta churrasco e no sábado uma deliciosa feijoada.

A foto do prato de feijoada foi tirada pelo Diogo Merino, que já nos incentivou com o depoimento dele algum tempo atrás e que mantém uma forma invejável. Muito obrigado pela foto e pela companhia!

Para a próxima semana espero ter novidades. Academia, aqui vou eu!