segunda-feira, 7 de abril de 2008

Velhos vilões ou novos mocinhos?

A última palavra da ciência sobre o ovo, a gordura, o sal, o açúcar, a carne vermelha, o café e o chocolate

Cristina Nabuco | Ilustração Andrés Sandoval

imagem de ovo com curativoNuma crônica publicada em 1997, o escritor João Ubaldo Ribeiro desabafou, com seu tom irônico e impagável: “Não agüento mais de culpa, acusado de suicidar-me a cada instante”. O texto falava sobre alimentos que lhe rendiam prazeres, mas que estavam condenados, como a manteiga: “Deve ser incluída nas listas de drogas proibidas, juntamente com cocaína e heroína”. Sobre o café: “Causa males recentemente descobertos por um laboratório de Glasgow ou Amsterdã ou Jacarta, que poderão deixar o freguês abestalhado, tarado, astênico ou hiperexcitável a ponto de matar a família e ir ao cinema”. Referia-se à carne: “É caso de se embuçar para ir a uma churrascaria”. Para o ovo reservava um suspiro de adeus: “E uma omeletezinha? E ovos estrelados, daqueles reluzentes como o sol, que a gente encarava com requintes de esfregadinhas de pão na gema? Com presunto? Com bacon? Livrai-nos, Senhor, de todas essas pragas infernais”.

O tempo passou e as gostosuras citadas pelo escritor baiano saíram da lista negra e reconquistaram lugar à mesa. A tônica da nutrição, agora, é desaconselhar cortes radicais. “Não existe alimento vilão, mas consumo vilão”, diz o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, chefe de nutrição clínica do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo. Com bom senso, esses prazeres podem, sim, compor os melhores cardápios.

Ovo

VILÃO - Em 1973, a Associação Americana do Coração limitou o colesterol a 300 miligramas por dia por causar distúrbios cardiovasculares. Como uma gema tem 215 miligramas, o ovo foi considerado uma bomba.

MOCINHO - Pesquisas dos anos 90 o absolveram. Especialistas da Universidade Harvard provaram que o consumo diário não eleva a incidência de infartos e derrames. Mais de 100 estudos o inocentaram. “O ovo é fonte de proteína de alto valor biológico, vitaminas do complexo A, B, D, E e K e de micronutrientes como colina, fundamental para a memória e o aprendizado e talvez tão importante quanto o ácido fólico para a formação do sistema nervoso fetal”, diz Ana Beatriz Leme da Fonseca, da VP Consultoria Nutricional, em São Paulo.

ÚLTIMA PALAVRA - Ovos no café-da-manhã podem ajudar a emagrecer. Uma equipe da Universidade Estadual da Louisiana comparou mulheres em dieta. Metade fazia o desjejum com torradas. A outra consumia ovos mexidos. A perda de peso foi 65% maior no grupo dos ovos.Um ovo por dia se a dieta é balanceada e o colesterol normal. Com taxas altas, três por semana.

QUANTIDADE - Um ovo por dia se a dieta é balanceada e o colesterol normal. Com taxas altas, três por semana.

Café

VILÃO - Responsável pela riqueza do Brasil até a quebra da bolsa de Nova York em 1929, foi para o banco dos réus em 1978, quando a agência americana que controla alimentos e remédios questionou os efeitos da cafeína que podia prejudicar a fertilidade, causar úlceras e gastrites e atrapalhar a absorção de cálcio, contribuindo para enfraquecer os ossos e aumentar a pressão arterial.

MOCINHO - A reabilitação veio com a descoberta da presença de antioxidantes, capazes de bloquear os radicais livres, que acarretam distúrbios cardíacos. Japoneses revelaram que protege contra o câncer de fígado. Há evidências de que melhora a memória e a concentração, reduzindo o risco de doenças neurodegenerativas, como Parkinson. Pode evitar alterações de humor e depressão, de acordo com estudos da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Segundo médicos da Universidade Harvard, aumenta a sensibilidade à insulina, prevenindo o diabetes. Pode ajudar a emagrecer por ativar a queima de gordura.

ÚLTIMA PALAVRA - Moderação. Em excesso, agrava úlceras, arritmias cardíacas, ansiedade e distúrbios do sono em pessoas predispostas.

QUANTIDADE - rês xícaras por dia. Se for expresso, apenas uma. O filtro de papel reduz as concentrações de cafestol e kahweol, que aumentam o colesterol.

Gordura

VILÃ - Doenças do coração foram associadas ao alto consumo de gorduras saturadas (encontradas em carnes vermelhas e no leite) pelo clássico Estudo dos Sete Países, que avaliou finlandeses, italianos, iugoslavos, holandeses, gregos, americanos e japoneses nos anos 60 e 70. Depois, a descoberta de que a gordura fornece mais calorias (9 por grama, contra 4 do carboidrato e 5 da proteína) fez com que ela levasse a culpa pelo avanço da obesidade. A manteiga teve seus dias de marginalidade. Para aposentá-la, os cientistas adicionaram hidrogênio aos óleos vegetais e criaram a margarina. Nesse processo, usado para produzir sorvetes, bolachas recheadas e salgadinhos crocantes, a estrutura química do óleo vegetal adquiriu uma ordem rara na natureza. Daí o nome de gordura transversa, que é dez vezes mais nociva que a saturada. A indústria brasileira foi obrigada, em 2006, a informar na embalagem a existência da trans na receita. Graças a isso, ela já foi banida de 85% dos produtos. Totalmente absolvida a gordura não foi, mas os cientistas viram que ela é útil na formação de membranas celulares e de hormônios, além de ajudar na absorção de vitaminas e nas funções intestinais. Mais: “A carência ocasiona irregularidades no ciclo e no fluxo menstrual”, diz a nutricionista Lara Natacci Cunha, especialista em transtornos alimentares. As pesquisas localizaram tipos diferentes e nem todos fazem mal. Por décadas, a gordura saturada foi considerada a pior para o coração, por isso se propôs a substituição dela pela poliinsaturada (de óleos vegetais), que não oferece o mesmo risco. Ou pela monoinsaturada, como o azeite: o consumo regular diminui a incidência de doenças cardiovasculares. Mas quem alertou sobre a excessiva satanização da gordura foi o epidemiologista Walter Willet, da Escola de Saúde Pública de Harvard. Willet provou que as campanhas para tirar a gordura da mesa mais o lançamento de centenas de produtos “magros” não derrubaram os índices de obesidade e de doenças associadas nos Estados Unidos.

MOCINHA - Totalmente absolvida a gordura não foi, mas os cientistas viram que ela é útil na formação de membranas celulares e de hormônios, além de ajudar na absorção de vitaminas e nas funções intestinais. Mais: “A carência ocasiona irregularidades no ciclo e no fluxo menstrual”, diz a nutricionista Lara Natacci Cunha, especialista em transtornos alimentares. As pesquisas localizaram tipos diferentes e nem todos fazem mal. Por décadas, a gordura saturada foi considerada a pior para o coração, por isso se propôs a substituição dela pela poliinsaturada (de óleos vegetais), que não oferece o mesmo risco. Ou pela monoinsaturada, como o azeite: o consumo regular diminui a incidência de doenças cardiovasculares. Mas quem alertou sobre a excessiva satanização da gordura foi o epidemiologista Walter Willet, da Escola de Saúde Pública de Harvard. Willet provou que as campanhas para tirar a gordura da mesa mais o lançamento de centenas de produtos “magros” não derrubaram os índices de obesidade e de doenças associadas nos Estados Unidos.

ÚLTIMA PALAVRA - De longe, a trans é a mais perigosa para o coração e deve sair do cardápio. Use a manteiga com moderação. Azeite e óleos poliinsaturados continuam em alta, mas só devem ser adicionados à comida depois de pronta, para evitar que se oxidem em altas temperaturas.

QUANTIDADE - A gordura fornece de 25 a 30% do total diário de calorias. Duas colheres de sopa de azeite por dia já bastam.

Açúcar

VILÃO - As críticas começaram em 1975 com SUGAR BLUES, do jornalista americano William Dufty. O livro culpava o açúcar de provocar diabetes, alergias, fadiga, dores de cabeça e depressão. Foi massacrado por cientistas. Até que estudos confirmaram algumas teses de Dufty, 20 anos depois, caso das dietas de Atkins e de South Beach, que cortam os carboidratos, dos quais o açúcar é o maior representante.

MOCINHO - osso primeiro produto de exportação, o açúcar é fonte de energia rápida e barata, útil ao crescimento e à atividade cerebral. Por ser menos calórico do que a gordura, o açúcar ficou em segundo plano enquanto ela virou a grande responsável pelo avanço da obesidade.

ÚLTIMA PALAVRA - Em excesso, engorda. Eleva, de forma rápida, os níveis de glicose no sangue e acarreta alta liberação de insulina, sintetizada pelo pâncreas para garantir a chegada da glicose às células. Só que insulina demais estimula o corpo a armazenar gordura, aumenta o colesterol e desregula o pâncreas. Resultado: cresce o perigo de doenças cardiovasculares. Os picos de insulina levam à produção de radicais livres, que destroem tecidos e provocam o envelhecimento. São indicados os açúcares complexos, de frutas. Digeridos devagar, trazem vitaminas e minerais, não encontrados no refinado.

QUANTIDADE - No máximo 4 colheres (chá) diárias. Cada colher (sachê) equivale a 5 gramas e fornece 20 calorias.

Carne

VILÃ - Caiu em desgraça depois do Estudo dos Sete Países, que observou maior incidência de doenças do coração em populações que comiam muita carne vermelha, fonte de gorduras saturadas. Nessa época, a “inimiga do coração” começou a sair do cardápio.

MOCINHA - A revisão publicada na revista SCIENCE em 2001 concluiu que a condenação foi precipitada. Não havia estudos com cortes magros. Seus benefícios foram reconhecidos: rica em proteínas (possui aminoácidos), fornece ferro, zinco e vitaminas B6 e B12. Muitos desses nutrientes não se encontram facilmente em outros alimentos. A carência leva à anemia e a problemas de crescimento.

ÚLTIMA PALAVRA - Nos últimos 25 anos, a criação dos rebanhos, especialmente dos suínos, evoluiu, reduzindo gorduras e colesterol.

QUANTIDADE - Cem gramas de corte magro três vezes por semana.

Sal

VILÃO - A ingestão exagerada leva à retenção de líquido, prejudica a tireóide e aumenta a pressão arterial, fator de risco para infartos e derrames. Estudo publicado em 1988, o Intersalt, avaliou mais de 10 mil pessoas em 32 países e concluiu que a pressão arterial é mais baixa entre os que ingerem pouco sal, caso dos índios ianomâmis, no Brasil.

MOCINHO - Realça o sabor e ajuda a conservar os alimentos. No Brasil, o sal foi escolhido como veículo para reposição de iodo, a fim de prevenir o bócio, a alteração da glândula tireóide. “Está presente em todos os tecidos humanos – por isso o suor e a lágrima são salgados –, participa da transmissão de impulsos nervosos e ajuda a regular a passagem de líquidos pelas membranas celulares”, diz a nutricionista Lara Cunha.

ÚLTIMA PALAVRA - As restrições diminuíram desde a descoberta de que algumas pessoas têm níveis normais de pressão, mesmo abusando do sal, devido a fatores genéticos. “Devemos dosar o sal e diminuir os embutidos, enlatados e conservas”, afirma o médico Daniel Magnoni.

QUANTIDADE - Duas colheres (café) rasas por dia (4 gramas). O brasileiro consome três vezes mais: 12 gramas.

Chocolate

VILÃO - O efeito deletério à silhueta foi o que mais pesou contra a delícia que maias e astecas consideravam o alimento dos deuses. Isso porque a maioria dos chocolates contém altos teores de gordura e açúcar, que levam ao ganho de peso. Uma barra de 100 gramas de chocolate ao leite fornece em média 530 calorias.

MOCINHO - No fim dos anos 90, foram encontrados nele flavonóides, antioxidantes capazes de proteger o coração e prevenir diabetes. Contém substâncias moduladoras do humor e magnésio, mineral cuja falta favorece a tensão pré-menstrual. Pesquisadores da Universidade de Colônia, na Alemanha, constataram redução da pressão arterial em quem consumia 6 gramas diários. Outro trabalho de 2007 verificou queda nos níveis de colesterol. Os estudos se referem ao chocolate amargo, que apresenta mais cacau e menor teor de açúcar e gorduras.

ÚLTIMA PALAVRA - Consumido em pequenas doses diárias, ajuda no combate à compulsão por doces.

QUANTIDADE - Uma barra (30 gramas) de chocolate amargo (80% de cacau) por dia. Tem 184 calorias e não compromete a saúde.

Fonte: Claudia

segunda-feira, 31 de março de 2008

Livro: Tudo o que um gordo deveria saber

Por Layla Marques

Emagrecer não é difícil. Difícil mesmo é encontrar pessoas dispostas a consertar o erro. A pressa, a transferência de responsabilidade, a não admissão de erros, as soluções mágicas, os muitos tratamentos e a ansiedade por resultados imediatos, são os piores e os mais comuns inimigos dos gordinhos, de acordo com o médico Antônio Fonseca, de São Paulo (SP), autor do livro "Tudo o que um gordo deveria saber".

Ou você acha que ter dois quilos acima do peso não é preocupante? Fonseca afirma que, independente do sobrepeso que você tiver, desde que te incomode física ou psicologicamente, o tratamento especializado é necessário. "Não faço classificação científica. Se o excesso de peso, mesmo que pouco, o machuca, aplico o tratamento nele e o trato como um gordinho".

Antes de tudo, o paciente precisa ter consciência do problema. Sem ela será mais uma tentativa desastrosa de êxitos parciais onde o "emagrece e engorda o dobro", o "virei uma sanfona" e outras expressões temidas predominarão. Esta visão, na maioria das vezes, dá ao paciente a sensação de que não adianta tentar de novo, o que é errado e precipitado.
Mas, como manter o peso?
A dica do autor é: jamais espere do médico ou dos medicamentos uma cura infalível. "A maior, mais importante e mais barata ferramenta para manter o peso ideal é a manutenção", defende Fonseca. Antes de mais nada, o paciente precisa estar bem informado. Conhecer bem a obesidade para combatê-la.
É necessário, também, que você esteja ciente do tamanho do problema, porque só assim os resultados serão atingidos com eficácia. "O grande problema é que os gordinhos não querem emagrecer, mas serem emagrecidos. Não importa o número de quilos para serem eliminados. Não há um pequeno, médio ou grande obeso. O que existe é uma doença comportamental que precisa ser tratada", reforça o médico.
A conscientização é o primeiro passo para que você emagreça e, claro, permaneça no peso ideal.

Confira
10 dicas do médico Antônio Fonseca para você, que está fora do peso, emagrecer e nunca mais engordar:

1.
A obesidade é uma doença comportamental, do pescoço para cima. Lembre-se disso!
2. Não existe fórmula mágica para emagrecer. Se quiser perder peso, deixe de ser infantil e encare a obesidade como a doença que é

3. Não emagreça por causa do profissional que te atende ou dos medicamentos utilizados, mas por sua causa

4. A obesidade age em absoluto silêncio. Você pode até não apresentar nenhum sintoma, mas em algum momento ela vai te incomodar

5. Não queira apenas emagrecer por questões estéticas. Faça o tratamento de obesidade para atingir o peso ideal e ficar de bem com a saúde. Ou sofrerá eternamente com o efeito sanfona

6. Enquanto você não admitir que erra, o erro sempre vai ser o acerto para o corpo. Ou seja: enquanto você não começar a fazer uma alimentação regrada ou iniciar um tratamento sério, seu corpo nunca entenderá sua vontade de emagrecer

7. Você não é onipotente. Não adianta apenas ir ao médico ou comer alimentos menos calóricos. Você precisa fazer uma mudança de hábito
8. Alimente-se bem. Não há proibição no consumo de alimentos naturais. Os prejudiciais são os alimentos industrializados

9. Não culpe os outros pelo seu fracasso. Encare seu tratamento como uma empresa: para atingir o sucesso, você precisa de um sócio, neste caso é o seu médico. Mas, se um dos dois falharem, a empresa vai a falência. Correto? Portanto, assim como ele, você tem igual valor em sua boa administração

10. Depois que atingir o peso desejado, continue se policiando. 80% das pessoas que chegam ao peso ideal voltam a engordar porque abandonam a manutenção, o que é o maior erro

E lembre-se: não existem fórmulas mágicas de emagrecimento e sim pense, aja e viva como uma pessoa magra e feliz.
O médico Dr. Antônio Fonseca atua em consultório próprio, em São Paulo (SP). E é autor do livro "Tudo o que um gordo deveria saber", da Editora Factash.
Fonte: Corpo & Dieta

terça-feira, 11 de março de 2008

Vigésima primeira pesagem: -900 gr

Mesmo com toda a paradeira na academia, somente mantendo minha alimentação sob controle consegui reduzir 900 gr em duas semanas.
Hoje estou com uma calça que comprei fazem alguns anos, e ela está muito estranha. Acho que não vai dar mais para adiar a tal renovação do guarda roupa. (Este é um dos melhores problemas que já me aconteceram!)

O meu processo também está gerando alguns sub-produtos. Algumas pessoas do convívio estão se motivando a assumir uma alimentação mais saudável, outras começaram a se exercitar e já estão mais felizes, e o que é melhor: Muitas voltaram a acreditar que é possível mudar! Fico muito feliz por ter influenciado estes amigos, e saber que estão melhores agora por algo que eu fiz.

Não sou um radical e muito menos o rei da verdade, mas neste momento estou com o menor peso desde que começei o processo e estou me sentindo muito bem!

Parabéns a todos nós e vamos em frente!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Vigésima pesagem: -400 gr

Depois de um tempo sem postar, é hora de atualizar os amigos sobre o andamento do meu processo.
No final de ano fiquei vários dias sem frequentar a academia, e com isso a redução de peso praticamente parou.
Estou retomando aos poucos, mas o caminho até chegar no ponto em que estava vai ser longo. Quando deixei de praticar, estava fazendo 8 kms por dia, sendo 6 km em ritmo de corrida leve. Para quem nunca conseguiu chegar perto disso era um resultado fantástico.
Agora, estou com bastante esforço chegando nos 5kms, sendo 2.5 de corrida... quanta diferença!!

O lado positivo da situação é que não ganhei muito peso durante estes dias. Estou estabilizado em 77 kgs, o que prova que perder peso com exercícios e reeducação alimentar realmente funciona no longo prazo.
Praticamente não preciso pensar no que comer ou deixar de comer. Os novos hábitos já fazem parte do dia a dia, e isso também é um ganho importante!

Agora faltam somente 10 kgs para chegar no meu peso ideal e não existe comparação entre a qualidade de vida atual e a que tinha antes do processo. Falta de ar, cansaço só de olhar para uma escada... nunca mais!

Obrigado pela torcida e vamos em frente!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Gratuito, Fatworld joga pesado contra obesidade

SÉRIO Game explora práticas nutricionais; jogador decide quais os hábitos de alimentação e de exercício do seu personagem e vê as conseqüências das escolhas

À primeira vista, Fatworld pode até soar irônico. Afinal, jogar games sempre foi uma atividade, ainda que equivocadamente, associada a um estilo de vida sedentário, estereótipo que iniciativas como o Wii estão ajudando a enterrar de vez.
Mesmo assim, chama a atenção um jogo sobre política de nutrição, que explora a relação entre a obesidade e a cultura norte-americana de hoje.
Gratuito e com meros 14 Mbytes (www.fatworld.org), Fatworld é um "serious game", ou seja, um jogo cuja proposta vai além do puro e simples entretenimento.
Não é de admirar, portanto, que o site oficial ofereça uma série de informações para alertar sobre o problema da obesidade, embasadas por centros de pesquisas dos EUA -30% dos adultos e 15% das crianças e jovens do país são obesos.

Cardápio de relações
Desenvolvido pela Persuasive Games e pela ITVS Interactive, diferentemente de mostrar às pessoas o que comer ou como se exercitar, Fatworld demonstra a complexa e intrincada relação entre nutrição e fatores como orçamento familiar, regulamentação e subsídios governamentais.
De acordo com as produtoras, os esforços para conscientizar o público sobre a importância da prática diária de exercícios não funcionam como o desejado.
No game, o jogador cria um personagem, determinando peso e condições de saúde iniciais, abrangendo predisposição para problemas como diabetes, doenças cardíacas ou alergias a certos alimentos.
A partir de então, inserido em um mundo com outros personagens, cabe decidir a sua alimentação e os seus hábitos de praticar exercícios físicos.
O ponto-chave é que o jogador vê as conseqüências de suas escolhas, já que o tempo em Fatworld passa mais rápido.
Uma alimentação inadequada engorda o personagem, que passa a movimentar-se custosamente e, eventualmente, vê doenças e até mesmo a morte baterem à sua porta.
Os que tiverem hábitos saudáveis, por outro lado, viverão mais e melhor.
Também é possível influenciar outros habitantes de Fatworld criando restaurantes e decidindo o que tais locais servirão aos clientes -para isso, existem centenas de receitas que vêm com o jogo, mas o jogador pode criar as suas e compartilhá-las on-line.
Há ainda um componente político que permite, por exemplo, mudar dinâmicas de mercado, banindo frutas ou carnes das prateleiras.
Fatworld pode, muitas vezes, assustar, pois é uma espécie de laboratório em que as escolhas têm conseqüências a curto prazo, e essas são claramente exibidas ao jogador.
Porém, se o problema é sério, vale tudo para jogar pesado contra a obesidade.
Os chamados jogos sérios são muito parecidos com os jogos educativos, mas pensados para um público mais velho.
No blog seriousgamesblog. blogspot.com, é possível conhecer outras iniciativas semelhantes a Fatworld.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/informat/fr2301200814.htm

domingo, 20 de janeiro de 2008

Perda de peso não deve ultrapassar 10% ao mês

Perda de peso não deve ultrapassar 10% ao mês
por Adriana Kachani

E mais: efeito sanfona e dicas de emagrecimento

Recebo inúmeras cartas de leitores perguntando por que sempre emagrecem-engordam, emagrecem-engordam, emagrecem-engordam...esse vai e vem do peso é conhecido popularmente por efeito sanfona. Quem nunca ouviu falar?

"É importante controlar a perda de peso, que nunca deve ultrapassar 10% ao mês. Isso é muito importante para não levar o indivíduo à desnutrição. E sabe –se que uma pessoa desnutrida, quando come, absorve muito mais rapidamente os nutrientes – levando-a a engordar rapidamente" O fenômeno acontece por vários motivos. O primeiro deles é que quando fazemos uma dieta muito restritiva, em determinado momento não agüentamos mais, e então...comemos em dobro, em busca do tempo perdido! Por isso que dietas cheias de proibições e com quantidades calóricas baixíssimas não costumam funcionar.

O que é proibido sempre é mais gostoso e então ficamos idealizando a coisa até o momento em que não agüentamos mais de vontade! O certo é não deixar de comer nada que temos vontade, mas consumir sempre moderadamente, usando o bom senso.

Em relação a quantidades, o alimento está para nosso corpo assim como a gasolina está para um carro. Quem não come, não funciona! Assim, quando diminuímos a quantidade calórica da nossa dieta, muitos efeitos adversos podem ocorrer: cansaço, desmaios, pressão baixa, desânimo, depressão, desnutrição...e então, para compensar isso tudo comemos muito, muitíssimo!

Devemos sempre esquecer os regimes. O certo é pensar em reeducação alimentar, ou seja, aprender a comer, para o resto da vida! Regime é temporário e esta palavra já lembra fome e privação.

Perda de peso não deve ultrapassar 10% ao mês

Outra dica importante é controlar a perda de peso, que nunca deve ultrapassar 10% ao mês. Isso é muito importante para não levar o indivíduo à desnutrição. E sabe –se que uma pessoa desnutrida, quando come, absorve muito mais rapidamente os nutrientes – levando-a a engordar rapidamente. Quando maior a depleção (redução de qualquer matéria armazenada no corpo), maior a absorção, uma vez que esta é uma forma de nosso organismo se proteger quando faltam nutrientes.

Essa restrição/liberação geral pode deixar nosso corpo confuso. Sem saber se está livre para gastar o que quiser ou se deve poupar calorias para não passar necessidades, nosso metabolismo começa a trabalhar com o mínimo de energia, para se garantir. É o que chamamos de metabolismo lento, que nos faz engordar mesmo comendo só saladas.

Devemos também sempre ter em mente que emagrecer não é perder peso na balança. É perder gordura, alterar dobras cutâneas, entrar nas calças apertadas, levar um assobio na rua. Isso porque quando fazemos uma dieta muito radical, o normal é perdemos água, massa muscular, e não gordura! Já tenho quase quarenta anos e lembro-me da época em que moças colocavam plástico na barriga e iam para a academia. O plástico as faziam suar, e o peso da balança caía muito. Mas o que estavam perdendo era água, as moças estavam desidratando! Por isso é importante sabermos distinguir nossa massa corporal, o que é gordura, o que é musculatura e o que é água. Para isso existem hoje aparelhos de bioimpedância que auxiliam na estimativa dessas medidas.

Medicação só sob orientação médica

É comum eu repetir nos meus artigos para que as pessoas fujam da medicação. Esta deve ser usada sim, quando há necessidade de perda de muitos quilos e sempre, sempre só sob orientação médica. Estas medicações, normalmente à base de anfetaminas, nos fazem emagrecer com uma dieta muito restritiva e então...lá vem efeito sanfona novamente!

Chás e laxantes

Chás e laxantes. OK, são vendidos sem prescrição médica. Mas saibam que os laxantes agem no intestino grosso, no momento da absorção de água, quando todos os outros nutrientes já foram absorvidos. Então, quando usamos um laxante, na verdade não estamos emagrecendo, mas sim, desidratando.

Acho que a principal questão para não sofrer o efeito sanfona é não acreditar em milagres. Se existisse uma fórmula mágica para emagrecimento sem nenhuma restrição, o inventor já haveria ganho o Nobel. A saída é se convencer de que uma dieta deve ser feita de forma lenta, com mudanças em hábitos e estilo de vida. Ver os alimentos de uma nova forma, comportar-se adequadamente perante eles. E em troca, ficar bonita e saudável.

Fonte: http://www1.uol.com.br/vyaestelar/alimentosevoce.htm

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Juntar os cacos e retomar a caminhada

Festas, academia fechada, feriados, viagem....

Não deu outra, ganhei quase 3 kilos em duas semanas de muita comilança e nenhum exercício.

Isso já tinha acontecido antes quando viajei para a Bahia e fica como um aviso - que me faz pensar que é correto o ditado de que o preço da liberdade é a eterna vigilância.

Neste momento estou correndo atrás do prejuízo. Vai levar alguns dias até chegar no peso que estava no final do ano, mas tenho um ano inteirinho pela frente e não serão alguns dias que vão me desanimar.

Um dia de cada vez, fazendo o necessário eu sei que vou alcançar meu peso em alguns meses. É só continuar.

Vamos em frente!